27/11/2012
Sinto que nunca mais vou ser a mesma. Aquela Mariana que compreende, ouve, perdoa e que andava sempre de alegrias sinceras sobre sorrisos rasgados. Se não desapareci, estou quase. Só me apetece fugir daqui, ir para perto dele, apoiá-lo, ser apoiada e deixar tudo o resto que me faz sentir invisível e descartável para trás. Aqui pressinto mesmo que já nada me prende, que não tenho valor. Deixo que me apontem o dedo, dizem que me adoram e demonstram exactamente o contrário, e ai, a Mariana é a culpada, e talvez me deixe ser porque sinto que é a única parte que ainda resta de mim, a ingenuidade e a tolerância. Acobardo-me, calo-me e sigo a espera que alguém me tenha uma palavra a dar. Mas não, sou mais uma sombra, e se não sou, assim me sinto- motivos não me faltam. Com isso, fui-me fartando das pessoas, crio raivas espontâneas e agressivas e frágeis perdões. Afasto-me e tento ser orgulhosa, mas ninguém respeita o meu orgulho. Tento estar para mim, quando sempre estive para os outros e aí daquele que ouse dizer que nunca estive! Se alguma vez errei, foi por vocês, pelo vosso bem. Hoje fujo para não errar, para o vosso bem não ser o nosso mal.
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