Eu e tu, mais ninguém. Só nós os dois, fugidos da realidade. Mutuamente entregues ao nosso mundo e encharcados pelo mar de estrelas que iluminam os nossos rostos. Shiuu, não digas nada, deixa-me simplesmente olhar para ti, para os teus olhos carregados dos mais complicados sentimentos, bons e maus.
Aproxima-te de mim, deixa-me alivia-los com um leve beijo em cada um. Calma, não vaciles, só te quero bem. Despe-te, mostra-me o teu lado fraco, não tenhas medo pois eu estou cá para o enfrentar. Tens uma face linda, a que só eu consigo ver, aquela que só o verdadeiro amor consegue revelar...
Sendo assim, permite-me que seja ousada e deixa as minhas mãos percorrerem delicadamente a tua cara, como duas penas ao vento. Quero-te proteger, por isso seguirei para sul. Caminharei por todo o teu corpo. Repito, tem calma, eu volto para te beijar a testa, porque te respeito. Mas eu paro, torno a olhar-te nos olhos enquanto passeio os meus dedos no teu cabelo castanho. Sorrio para ti, sei que vais retribuir, pois neste momento tenho a mão no teu peito e o ritmo cardíaco vai gradualmente aumentando.
Era capaz de ficar assim a noite inteira, mas eles não me deixam, são mais fortes que eu. Perdoa-me, mas tenho que lhes tocar, é como se gritassem constantemente por mim! Desvio-me de novo para os olhos, mas parece que se aliaram a eles! Não sei que faça, ou melhor sei! Tal como sei que sabes, quero, mas não posso...
Chega! Não há força. Tenho que me aproximar, prometo que será bem cautelosamente...
E foi apenas uma questão de segundos que me colocou num estado bastante ofegante. Os meus lábios tremiam a cada toque nos teus. Embebedei-me na tua saliva e deixei-me levar. Entrelacei as minhas pernas nas tuas enquanto tu me agarravas como se não houvesse amanhã. Ai, tudo parou, até mesmo o tempo.
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