11/06/2012

Frio
O mar
Por entre o corpo
Fraco de lutar
Quente,
O chão
Onde te estendo
Onde te levo a razão.
Longa a noite
E só o sol
Quebra o silêncio,
Madrugada de cristal.
Leve, lento, nu, fiel
E este vento
Que te navega na pele.
Pede-me a paz
Dou-te o mundo
Louco, livre assim sou eu
(Um pouco +...)
Solta-te a voz lá do fundo,
Grita, mostra-me a cor do céu.
Se eu fosse um dia o teu olhar,
E tu as minhas mãos também,
se eu fosse um dia o respirar
E tu perfume de ninguém.
Se eu fosse um dia o teu olhar,
E tu as minhas mãos também,
se eu fosse um dia o respirar
E tu perfume de ninguém.
Sangue,
Ardente,
Fermenta e torna aos
Dedos de papel.
Luz,
Dormente,
Suavemente pinta o teu rosto a
pincel.
Largo a espera,
E sigo o sul,
Perco a quimera
Meu anjo azul.
Fica, forte, sê amada,
Quero que saibas
Que ainda não te disse nada.
Pede-me a paz
Dou-te o mundo
Louco, livre assim sou eu
(Um pouco +...)
Solta-te a voz lá do fundo,
Grita, mostra-me a cor do céu
.

J: Tu não consegues ser o meu olhar
M: Porquê?
J: Como é possível conseguires ser o olhar de alguém que anda sempre de olhos fechados?
M: Já os abriste tantas vezes, mais umas não hão de custar.
- Senti que me estavas a pedir desculpas por não me teres dado a devida atenção quando a deixaste de dar e ao mesmo tempo que estavas a desabafar. A tentar dizer-me que fechas os olhos a tanta coisa só pelo facto que se os abrires só verás merda a tua volta, e isso no fundo assusta-te. Eu estou cá meu amor, eu e tu, o mundo que se dane 

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