29/06/2012

Palavras são meras palavras. Actos, são como pilares que as suportam, por mais pequenos que sejam... Tornam cada sílaba estável e indestrutível. Interioriza.. Palavras nunca poderão tornar-se actos consistentes, já um acto pode expressar um dicionário. Torna a interiorizar... Não baixo os braços pelos actos e mantenho-me no campo de batalha, porque não há palavras que me parem. Ai, poderão agir, mas já conheço tão bem cada estratégia, que me irei saber defender. Apenas irão derramar lágrimas e reles introspecções, mas nunca o conseguirão parar. Ele é forte, repleto de determinação, coragem e dedicação. Enquanto ele ainda estiver disposto a lutar, irei honra-lo com suor e sofrimento. Eu não sou uma lutadora, ele é, sou uma sofredora porque ele o merece. Carrego-o como um rei no lado esquerdo do meu peito, pois como um rei, ele é bravo e coloca-se sempre na frente da batalha, armado de vermelho. Ele é humilde, nem ouso por-lhe uma coroa. Traria-lhe orgulho, um sentimento que pesa e o afasta mais da vitória. Revela que prefere batalhar sem pódios. 
Mas não, ele não é invencível, como tudo tem fraquezas. Há uma maneira de o parar. Sem palavras nem gestos falsos. Ergue a bandeira branca, mas cuidado, como eu disse, conheço cada passo. Estudo-o com a maior atenção e respondo com perspicácia. Para parar, terá que ser sincero. Para parar, terão que mostrar uma bravura superior a do rei que carrego ao peito.

Sem comentários:

Enviar um comentário